Dados coletados pelo IBPT para o Impostômetro apontam a carga tributária de produtos carnavalescos.
Levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base em dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) para o Impostômetro, aponta que a carga tributária de itens típicos do Carnaval, como máscaras e fantasias, supera os 40%.
Do preço de uma fantasia de tecido, por exemplo, 45,6% são impostos embutidos. Nessa lista, as bebidas alcoólicas também aparecem com destaque. O uísque tem 56,4% de impostos inseridos no valor final; o chope, 44,3%.
| Item | Carga tributária (%) |
| Uísque | 56,4 |
| Máscara de plástico | 46,62 |
| Máscara de lantejoulas (Carnaval) | 46,38 |
| Fantasia de Carnaval (roupa de tecido) | 45,66 |
| Chope | 44,39 |
| Óculos de sol | 43,91 |
| Caipirinha (à base de aguardente) | 43,89 |
| Cachaça | 43,86 |
| Bijuterias | 42,43 |
| Cerveja (lata) | 39,07 |
| Colar havaiano | 38,97 |
| Pandeiro | 36,5 |
| Biquíni | 36,02 |
| Pacote (hotel, ingresso e van – desfile de carnaval) | 25,18 |
| Preservativo | 22,1 |
| Passagem aérea | 22,1 |
| Água mineral | 22,04 |
| Água de coco | 22,04 |
De acordo com o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, da (ACSP), o cenário tributário para os itens de consumo do Carnaval não apresentou oscilações significativas em relação ao último ano, “mantendo os preços pressionados para o consumidor.”
Segundo ele, a elevada tributação dos produtos típicos do Carnaval deve-se ao sistema tributário brasileiro, que é muito direcionado ao consumo. “No caso das bebidas alcoólicas, a tributação elevada pode ser justificada como uma forma de evitar o consumo excessivo. No entanto, não há justificativa aparente para a elevada tributação de produtos como máscaras e fantasias”, diz. “A carga tributária brasileira é equivalente à da Grã-Bretanha, sendo que nossa renda por habitante é bastante inferior à dos países desenvolvidos”, completa o economista.
Fonte: Diário do Comércio